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10/08/2015

[RESENHA] A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS.



Oi, galera tudo bom com vocês? espero que sim. Venham conferir mais uma resenha :) espero que gostem!




Título: A menina que roubava livros.
Autor: Markus Zusak.
Editora: Intrínseca.
Lançamento: 2007.
Páginas: 420.
Avaliação: 3/5 estrelas.


Sinopse: Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

RESENHA:


“Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade” acho apropriado começar essa resenha com essa frase, pois ela é um bom resumo desse livro clássico sucesso de crítica e público e é claro que “Quando a Morte conta uma história, você tem parar para ouvi-la”. 


O livro é narrado pela Morte de uma forma leve e divertida e conta a história de Liesel Meminger a nossa querida “Roubadora de Livros” uma menina que no período de 1939 a 1943 encontrou a Morte três vezes e saiu viva. Liesel foi enviada por sua mãe para viver com uma família adotiva em uma cidade chamada Molching próxima a Monique. E enquanto a Alemanha era transformada pela guerra a menina com sede de conhecimento se aprofundava na arte de roubar livros mesmo porque:
“Uma oportunidade conduz diretamente a outra”
E como seu pai lhe dizia: 


             "Com um sorriso desses você não precisa de olhos”

E não posso deixar de mencionar Rudy o menino da casa ao lado porque:
 “A única coisa pior do que um menino que detesta a gente é um menino que ama a gente”.
Que nunca desistia de pronunciar sua frase favorita:
 “- Que tal um beijo, Saumensch?”
O melhor amigo de toda uma vida, o maior amor puro e inocente, um menino que “mexeu com a Morte”, “a fez chorar” e provou a todos que “Até a Morte tem coração”.

Markus Zusak ao escrever travou um duro confronto entre a ingenuidade da infância perdida e a crueldade do mundo adulto. Contou sobre coisas “Que nunca saberemos compreender: o que realmente os humanos são capazes”? Contou sobre a única verdade que a Morte realmente sabe: “Que os seres humanos a assombram”. Mas também nos fez conhecer uma história de cumplicidade, amizade, amor ao próximo e não uma simples história de guerra e sim de Vida, ou melhor, de Morte (“Não se deixe iludir”).

Espero que você tenha a oportunidade de ler este livro, pois “Lhe dará as mais belas páginas de sua vida” porque “O que uma pessoa diz e o que acontece costumam ser coisas diferentes” e se deixe refletir pelas palavras da Morte: 

“Estou sempre achando seres humanos no que eles tem de melhor e pior. Vejo a feiura e sua beleza. E me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo: Os humanos têm o bom senso de morrer”.


NOTAS FINAIS:
Quase impossível não se apegar aos personagens desse livro, principalmente a narradora da história, apresentada de forma "humanizada" e não com a costumeira máscara de medo e frieza a que geralmente a atribuímos. O livro mostra que, na guerra, não há inocentes de apenas um lado da moeda, mostra o sofrimento e os desdobramentos dentro de uma rua simples, na vida de uma menina que nada teve a ver com os desejos de grandeza de Hitler e daqueles que o apoiaram. Impossível não torcer pelo menino com cabelos cor de limão, pelo senhor do acordeão e pelo judeu no porão. Impossível não se emocionar com a sacudidora de palavras.

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